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Fruto do Espírito – Benignidade

A benignidade é a qualidade daquele que deseja e faz o bem. Como é o pensamento de fazer o bem não pode ser observado senão pelas nossas ações, contudo uma pessoa pode fazer boas ações apenas para agradar a outros ou para obter algum favorecimento, sem ter bondade em seu coração, principalmente porque a benignidade não faz parte da natureza humana.

A benignidade nos faz misericordiosos, compassivos e generosos. Algumas pessoas podem alcançar a benignidade através de muita disciplina, mas a verdadeira benignidade é um reflexo do amor de Deus em nós (1 Co 13.4). Deus é benigno (Sl 117.2; Is 54.10), mesmo quando pecamos (Sl 89.30- 34), e como filhos de Deus devemos sempre agir com gentileza, estar dispostos a perdoar, e não julgar mal os outros (Ef 4.32; Cl 3:12), mesmo quando os outros não agem da mesma forma conosco (Mt 5.43-48).

Um dos motivos para sermos benignos é para que aqueles que nos cercam glorifiquem a Deus por causa de nossas boas obras (Mt 5.16), por isso devemos ser benignos com todos, independente de sua origem, crença, etnia, gênero ou classe social, como aconteceu na parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25-37).

A benignidade por si só é capaz de produzir bênçãos em nossas vidas (Gl 6.7-10; Mt 7.12), da mesma forma que sua ausência é capaz de grandes estragos. a malignidade é a maior característica do ímpio e seu fim é sempre destruição (Pv 6.12-15). O egoísmo e a inveja são companheiros inseparáveis da malignidade.

Fazer o bem não significa agradar a todos, há momentos em que o melhor não é ser flexível, mas firme e mostrar o pecado para que as pessoas se arrependam (Jó 5.17,18; Ap 3.19).

Falando sobre altruísmo, Charles Finney, conhecido Teólogo e avivalista do éculo XVII, discorre de forma magnífica: “(…) A benevolência tem prazer com o que ocorre de bom com qualquer pessoa, enquanto o egoísmo é por demais invejoso diante do bem dos outros, até para desfrutar do próprio bem. Há uma economia divina na benevolência. Cada alma benevolente não só desfruta do bem dela mesma, com também desfruta do bem de todas as outras, desde que tome conhecimento de que estão felizes. A pessoa bebe no rio do gozo divino. Não só se alegra em fazer o bem para os outros, como também em vê-los alegrar com o que seja bom. Ela se alegra na alegria de Deus e na alegria dos anjos e dos santos. Ela também se alegra no bem de todos os seres sensíveis. Ela fica feliz ao contemplar o prazer dos animais do campo, das aves do céu e dos peixes do mar. Ela participa de toda alegria e de todo sofrimento que lhe chega ao conhecimento; sua participação nos sofrimentos dos outros não é um sentimento de pura dor. É um verdadeiro luxo simpatizar com as dores dos outros. Ela não poderia passar sem isso. Essa simpatia conforma-se de tal maneira com seu sentimento de adequação e propriedade que, juntamente com a sensação de dor há uma doce sensação de aprovação própria; de modo que uma simpatia benevolente com as dores dos outros não é de modo algum incoerente com a felicidade e com a felicidade perfeita. Deus possui essa simpatia. Com freqüência Ele a expressa ou manifesta de algum modo. Existe, de fato, um profundo deleite quando se participa das dores dos outros. (…)

Para desenvolvermos a benignidade é fundamental que nos submetamos ao Espírito Santo, devemos deixá-lO controlar as intenções do homem interior (Ef 3.16). Os outros só podem observar benignidade que há em nós através de nossas ações, mas para nós, que conhecendo nossos pensamentos e intenções, é mais fácil saber o quanto benignos somos na verdade. Procuramos pensar sempre o bem dos outros? Nossas boas ações têm motivos altruístas? Somos compassivos frente ao sofrimentos dos outros? Estes são alguns indicativos que podem nos ajudar a aferir como anda nossa benignidade, sendo assim podemos exercitar esse aspecto do Fruto do Espírito nos policiando para que durante o dia não deixemos que maus pensamentos nos tomem, nem que nossas ações tenham motivação egoísta, ou que nos apressemos em julgar as outras pessoas. Para exemplificar, sabe aquela piada de mau gosto, que denigre um determinado grupo, e que mesmo nos negando a contar normalmente achamos graça? Nem ela, nem os risos que causam, cabem em um coração onde há benignidade. Parece uma escolha fácil, não é? Vamos experimentar?

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